O vocabulário de uma marca é organizado em três categorias que funcionam juntas — criando um sistema verbal que vai do que é exclusivamente da marca ao que nunca pertence a ela.
Termos Proprietários — São os termos mais valiosos do vocabulário — aqueles que a marca criou, adotou ou ressignificou de forma tão consistente que passaram a pertencer à sua identidade. Quando alguém usa um termo proprietário de uma marca, está, conscientemente ou não, usando a linguagem dela.
No Estúdio Sociedade das Marcas, "lastro" é um termo proprietário. Não foi inventado pelo estúdio — mas foi adotado com tanta consistência e intenção que passou a ser reconhecido como parte da linguagem da marca. Quando alguém fala em "marca com lastro" em um contexto de branding, o estúdio está presente naquela conversa.
Termos Preferenciais — São as escolhas verbais que a marca faz quando existe mais de uma forma de dizer a mesma coisa. Não são exclusivos — outros podem usar as mesmas palavras. Mas a marca tem uma preferência consistente por eles, porque carregam o tom, o peso e o caráter arquetipal mais alinhados com a identidade.
A diferença entre "revelar" e "criar", entre "escuta" e "pesquisa", entre "símbolo" e "logo" — não é trivial para uma marca que tem uma posição clara sobre o que faz e como faz.
Termos Proibidos — São as palavras que a marca nunca usa — porque contradizem o posicionamento, porque pertencem ao território do que ela rejeita ou porque enfraquecem qualquer comunicação que as carregue.
"Inovação", "solução", "excelência", "qualidade" — não porque essas palavras sejam ruins em si, mas porque foram tão usadas por tantas marcas sem nenhuma substância real que perderam todo o peso. Uma marca com posicionamento forte não precisa desses termos. Quando os usa, parece que não tem posicionamento.